Jovem Vitor de Nossa Paróquia Relata sua Experiência na Jornada Mundial da Juventude | Paroquia Nossa Senhora do Monte Serrate

Jovem Vitor de Nossa Paróquia Relata sua Experiência na Jornada Mundial da Juventude

Toda jornada requer coragem, e para jornada mundial da juventude não poderia ser diferente!

Poucos dias antes do grande evento da juventude católica do mundo acontecer, uma grande inspiração e um forte desejo de viver esta experiência tomou conta do meu coração. E ainda que todas possibilidades fossem contrárias à minha ida, o Bom Deus moveu montanhas para que lá eu estivesse

Dentro de poucos dias de preparação vi a providência chegando de todas maneiras e tudo sendo preparado com muito cuidado. Por isso, não posso deixar de dizer, ainda que não seja o intuito deste breve texto, que confiar na providência e nos desígnios Divino é sempre o melhor caminho.

Ainda sobre as grandes providências, fui designado, antes do início da JMJ, à uma missão no interior do Panamá, na diocese de Chitré, junto do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica do Brasil, movimento que faço parte. E foi lá que deu início a vivência desta grande jornada.

Fato que desde já faço questão de tocar é o quanto o Espírito Santo é a língua que une todas as outras. Nenhuma cultura, nenhum diferença, ou mesmo nenhum conflito, foram empecilho para comunhão daqueles milhares jovens.

Lá, depois de uma calorosa recepção, fomos destinados a pequeninos povoados para pregarmos o evangelho. E o curioso é que dos poucos brasileiros que haviam lá, todos foram separados, ou seja, cada qual teve de se virar e falar das coisas mais nobres do evangelho em espanhol, desafio para alguns, inclusive para mim, mas neste momento percebi o real sentido da famosa frase São Francisco: “Pregue o evangelho, se necessário use as palavras”.

Durante a missão, particularmente, me deparei com diversas realidades, desde pessoas enfermas, idosos, jovens, pessoas de outras religiões. E o mais interessante é que embora todo aquele povo do pequeno distrito na qual eu estava fosse muito simples, seus corações tinham sede da palavra de Deus.

Soube depois em uma conversas que aquelas pessoas estavam a dias esperando nossas visitas, se preparando para nos receber, nós que não tínhamos nada para oferecer, a não ser o evangelho. E percebíamos isto pois em cada casa que nos recepcionavam sempre nos acolhiam com sorriso, e nos ofereciam o que tinham de melhor.

A missão se encerrou um dia antes do inicio da jornada, e os frutos foram diversos, a começar por nós missionários, pois há mais alegria em dar do que receber, e foi exatamente o que aconteceu. Além disso, criamos um grande vinculo de amizade com todos os missionários que estavam lá, pessoas de toda américa, Paraguai, Argentina, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, Peru, México, Venezuela, e irmãos de países mais distantes, mas que estavam conosco, como França e Polônia.

É importante ressaltar que a par de toda esta evangelização, não deixamos de viver grandes aventuras, pelo contrário, como jovens aproveitamos da melhor maneira cada momento. Andamos a cavalo, passamos o dia visitando casas em um carro de boi, cantamos e dançamos músicas nas diversas línguas possíveis (acredite, até mesmo guarani), participamos de desfiles, experimentamos diversos tipos de comida, fizemos do metrô um grande palco para canções e brincadeiras, fomos a praia e muitas outras coisas.

Durante a abertura da JMJ a sensação de pertencer a uma igreja universal que contém todo tipo de pessoas, falou alto em nossos corações, e isto só cresceu.

No segundo dia quando o papa aterrissou e deu as boas-vindas a todos peregrinos que o esperavam no país, tive a grande graça de vê-lo bem perto, ainda que as grades impedissem qualquer aproximação, e o mais incrível foi perceber algo de diferente se movia na vida daquele homem, algo que tornava seu sorriso, seus gestos, suas atitudes, nobres diante de todos os outros. Era possível perceber o peso da igreja sobre seus ombros, e a leveza com ele carregava.

Dizem por aí que viver uma jornada é uma experiência muito particular, e com toda certeza, digo que é. Nada foi tão forte para mim durante aqueles dias do que a convivência, o relacionamento diário, o ordinário!

Percebi o real sentido daquela famosa frase: ” Homem algum é uma ilha”. Pois de fato nenhum homem é. A JMJ é um ótimo remédio para os individualista.

Conviver com aquelas pessoas me forneceu um aprendizado, que nenhum livro, nenhum curso, nenhuma universidade não pode oferecer, aliás, só se aprende a ser gente na prática.

O saldo de toda esta experiencia é sem dúvida valioso. Guardo na memória cada momento naquele país que une dois oceanos e que naquele momento unia também o céu e terra, unia povos, unia ideais.

Embora este evento já tenha se encerrado a chama daquele, “Eis-me aqui”, lema da jornada, continua acesa nos cinco continentes da terra, inclusive na América Latina, no Brasil, no Estado de São Paulo. No coração de um jovem Cotiano, filho da Virgem do Monte Serrate!

Vitor Albuquerque

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